Ali , no meio de tudo, chegamos numa plantilha que já conheci o nome, mas nunca tinha visto ao vivo: urucum. Ela tem umas bolinhas vermelhas por dentro que quan
do pressionadas, se transformam em tinta pura. É daí que saem as pinturas dos índios locais. E é claro que passei pela experiência!
Comemos uma tapioca feita por eles, ali na hora, com a mandioca plantada no quintal. Eles explicaram o processo de separação da goma e do óleo, como fazem a farinha, etc. Uma delícia! E um suco de cupuaçu direto da fruta para acompanhar.
Uma das meninas da casa, de 16 anos estava com o seu bebê (sim, ela já é mãe!). Mas, ali parece normal. As comunidades são formadas assim: os filhos casam-se e constroem a casa ao lado da casa dos pais e assim por diante. Ela conheceu seu marido numa festa. Eles tem escola, que também fica na beira do rio. Tudo é na beira do rio, pois o meio de transporte deles é a canoa. É como vão trabalhar, etc.
A lição neste passeio é enorme. Não pensem ao olhar as fotos que os ribeirinhos vivem na miséria. Quem vive na miséria são os nossos favelados das cidades grandes. Os ribeirinhos vivem com pouco perto do que temos. Eles não têm energia elétrica, comem o que plantam, conhecem-se entre si e o mundo acaba do outro lado do rio. Mas, são felizes. Vivem bem e suas doenças são muito diferentes das nossas: tem problemas com picadas de animais, mosquitos, etc. Mas não tem Aids, câncer, infarto por stress, doenças respiratórias, depressão, etc.. Vivem at
Pegamos a canoa de volta e o dia ainda não tinha acabado, não. Próxima novidade: focagem de jacaré!

Que lição hein ammiga.....
ResponderExcluir