terça-feira, 25 de agosto de 2009

Foto da embalagem x foto da realidade

Recebi esse e-mail hoje (como não tem autor, não consigo fazer a referência).
Interessante! É isso aí, tudo é uma questão de foto!







Rocambole Pullman








Goiabinha - Bauducco








Esfiha de carne - Habib's







Bolo Romeu e Julieta - Pullman







Risoto de funghi - Ragazzo







Lazanha Aprecciata - Perdigão








Chocotone Maxi - Hershey's








Cookies com gotas de chocolate - Cacau Show







Petit gateau de limão - Giraffa's








Creme Maxi - Hershey's








Double Habib's - Habib's







Panetone Viver Light - Carrefour










Hot Pocket de frango com requeijão - Sadia







Hot Pocket Xis-Burguer - Sadia








Pizza de chester Aprecciata- Perdigão





Big Tasty - McDonald's

sexta-feira, 31 de julho de 2009

CADÊ OS MÓVEIS QUE DEVERIAM ESTAR AQUI?


Daí um dia você casa e precisa de móveis para a sua casa. Pesquisa um pouco, pega umas referências. Chega na loja, é bem atendido, a vendedora te oferece umas vantagens, você compra e recebe numa boa. Tem até um probleminha com o que foi entregue, mas a gerente resolve rápido, te dá até um upgrade e você fica super satisfeito.

Você passa 4 anos indicando essa loja para todos os seus amigos que casaram, que mudaram de casa, enfim que precisaram de móveis. Fala super bem desse lugar, por muitos motivos: você foi atendido bem, te entregaram no prazo, resolveram imediatamente o seu problema, etc.

E por que você passa somente 4 anos indicando essa loja e não por muitos e muitos outros?

Porque passam-se 4 anos, você muda de casa e precisa trocar os móveis. Daí, começa tudo de novo, você pesquisa um pouco, pega umas referências (mas dessa vez você já tem uma referência boa) compara preços, prazos e decide. Volta na mesma loja daquela vez. É bem atendido de novo, a vendedora te oferece outras vantagens (de novo). Não é o melhor preço, nem o melhor prazo. Dessa vez, o prazo de entrega é maior – 45 dias! Poxa, tudo isso?! É, mas é onde você já confia, onde você já é cliente. E é melhor mesmo já te dizerem que vai demorar tudo isso, do que depois você ficar esperando feito besta, né?! Então, como você já teve boas experiências lá, inclusive com a gerente resolvendo seu problema super rápido há 4 anos atrás, você fecha o negócio!!

Passam-se uns 40 dias, você já começa a se programar. Coloca seus móveis antigos à venda, afinal você precisa de espaço para os móveis novos, né?! Vende a mesa 5 dias antes da suposta entrega. Ok, são pouco dias sem mesa. Os demais móveis você já esquematiza – doa para alguém, etc. Daí, chegam os 45 dias..... Silêncio. Seu telefone não toca, a loja não te liga, etc.

Daí começa a saga: você liga na loja, descobre que tem que falar na central de agendamento, cujo telefone só dá ocupado durante todo o dia. Você volta a falar na telefonista, tenta falar com a vendedora (mas é folga dela hoje), até que um dia você é atendido pela central de agendamento! Ufa! A fulana diz que seu pedido está realmente fora do prazo, mas chega no máximo daqui 5 dias. Ta, tudo bem. Você espera os 5 dias. Já faz planos para receber família e amigos em casa para jantar na sua mesa nova, na próxima semana.

Passam-se os 5 dias e.. Silêncio (de novo). Agora, somados, já faz 55 dias que você comprou e nada ainda! Daí a saga continua: você liga na loja, tenta falar na central de agendamento, cujo telefone só dá ocupado durante todo o dia. Você volta a falar na telefonista, tenta falar com a vendedora (mas é folga dela hoje – de novo), até que você é atendido pela central de agendamento! Ufa! A fulana, dessa vez, anota seu número de celular (que já tem no pedido) e vai te ligar para dar retorno. Ta, tudo bem. Passam-se horas, você liga de novo, passa pela saga do ocupado, etc, e a fulana te diz que “não deu tempo ainda de ver isso para você”. Você se irrita e dá mais uma chance para ela te ligar em 30 minutos, caso contrário você vai até a loja pessoalmente.

Passam-se os 30 minutos. Nada. Irritação total. Você pega o carro e sai em direção à loja. No caminho, você vai lembrando da primeira compra, há 4 anos atrás como foi tudo lindo e agora como tudo está sendo um desastre. Você começa a ficar tão decepcionado, como se estivesse terminando uma amizade. Sabe quando você fica lembrando dos melhores momentos de uma amizade que terminou? Então, igual.

Daí você chega na loja, pede para falar com a gerente. Ela te recebe (claro, não tem como te colocar para fora). Faz umas pesquisas, tanta falar com a fulana que não te deu retorno e te diz assim: “Precisamos de mais 20 dias para conseguir te entregar, pois o fornecedor ainda não entregou a madeira”. O QUE??!!! Esses móveis ainda não começaram nem a serem montados e NINGUÉM, absolutamente NINGUÉM te deu essa satisfação até agora e ainda mentiram para você no telefone??!!! Sim, é isso. Não, não dá para esperar mais 20 dias! Não dá para ficar esperando ser novamente enganado por mais 20 dias! Tem alguma solução? Não, senhora, não tem outra solução. Daí você cancela o pedido e pede o dinheiro de volta. E pensa: Não foi apenas o dinheiro que perderam. Perderam o cliente (em plena época de crise), perderam a confiança e todas as indicações que teriam. Perderam em imagem, pois você se revolta e coloca no twitter, no blog, manda por e-mail para seus amigos, etc. Daí você entende porque foi somente por 4 anos que ficou indicando a loja para todo mundo. Agora você vai passar, pelo menos, uns 4 anos ou mais falando mal dessa loja para todo mundo. O nome da loja? Ah, claro: MARINHO MÓVEIS.

É isso aí. E tudo volta a estaca zero: você continua precisando dos móveis (dessa vez, sem mesa nenhuma em casa), vai voltar a pesquisar um pouco e a buscar umas referências.....
Alguém se habilita nessas referências???
A foto utilizada neste post é meramente ilustrativa e foi retirada do site da loja em questão.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Eu sou o mensageiro

Bom, finalizado mais um livro, não tenho como deixar de comentá-lo e apresentar alguns trechos interessantes.

Eu sou o mensageiro é um livro de Markus Zusak (o mesmo autor de A menina que roubava livros), que traz a história de um rapaz de 19 anos. A linguagem é fácil, com gírias, palavrões, típico da idade e do meio dele. É divertido e no desenrolar da história, ele começa a receber algumas missões para cumprir escritas em cartas de baralhos e nem ele sabe o que fazer com isso, mas vai descobrindo. De divertido, o livro passa a tocar o coração.


Claro que não vou contar o final (que é maravilhoso). Mas o que fica do livro é: Quantas vezes a vida nos dá as cartas e quantas vezes sabemos o que fazer com elas? Será que entendemos as mensagens subentendidas? Vamos atrás dos nossos objetivos? Percebemos nossas mudanças e a mudanças que causamos nos outros? Precisamos de cartadas finais?


Algumas passagens:


A gente pode até inventar desculpas pras coisas, mas acreditar nelas, não.

O negócio aqui é outro: (..) pequenas coisas que são grandes


As vezes as pessoas são bonitas. Não pela aparência física. Nem pelo que dizem. Só pelo que são.

Geralmente passamos a vida acreditando em nós mesmos. “Eu to bem”, dizemos. “Tá tudo bem”. Mas as vezes a verdade pega no pé e não tem santo que faça desgrudar. É aí que percebemos que as vezes ela nem chega a ser uma resposta, mas sim uma pergunta.
Talvez todos possam superar seus próprios limites de capacidade.


É isso aí. Quer entender mais deste post? Leia o livro.....

sábado, 30 de maio de 2009

Chegou!





CHEGOU!!!

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Trintão chegando...

Trintão chegando.. Não tem jeito, uma hora a gente sai da casa dos 20...

É isso aí. Trinta é uma idade especial mesmo, acho que mexe com todo mundo.

Aí vai um pensamento sobre essa idade tão comentada. São trechos do texto: "Fazer 30 anos", de Affonso Romano de Sant'Anna, extraído do livro "A mulher madura".


Quatro pessoas, num mesmo dia, me dizem que irão fazer 30 anos. E me anunciam isto com uma certa gravidade. Nenhuma está dizendo: vou tomar um sorvete na esquina, ou vou ali comprar um jornal. Na verdade estão proclamando: vou fazer 30 anos e, por favor, prestem atenção, quero cumplicidade, porque estou no limite de alguma coisa grave.

Antes dos 30 as coisas são diferentes. Claro que há algumas datas significativas, mas fazer 7, 14, 18 ou 21 é ir numa escalada montanha acima, enquanto fazer 30 anos é chegar no primeiro grande patamar de onde se pode mais detalhadamente descortinar.

(..) fazer 30 anos é mais que um rito de passagem, é um rito de iniciação, um ato realmente inaugural. Talvez haja quem faça 30 anos aos 25, outros aos 45, e alguns, nunca. Sei que tem gente que não fará jamais 30 anos. Não há como obrigá-los.

Não sabem o que perdem os que não querem celebrar os 30 anos. Fazer 30 anos é coisa fina, é começar a provar do néctar dos deuses e descobrir que sabor tem a eternidade. O paladar, o tato, o olfato, a visão e todos os sentidos estão começando a tirar prazeres indizíveis das coisas. Fazer 30 anos, bem poderia dizer Clarice Lispector, é cair em área sagrada.

Até os 30 anos, me dizia um amigo, a gente vai emitindo promissórias. A partir daí é hora de começar a pagar. Mas também se poderia dizer: até essa idade fez-se o aprendizado básico. Cumpriu-se o longo ciclo escolar, que parecia interminável, já se foi do primário ao doutorado. A profissão já deve ter sido escolhida. Já se teve a primeira mesa de trabalho, escritório ou negócio. Já se casou a primeira vez, já se teve o primeiro filho, ou não, ambos não importam. A vida já se inaugurou em fraldas, fotos, festas, viagens e todo tipo de viagens, até das drogas já retornou quem tinha que retornar.

Quando alguém faz 30 anos, não creiam que seja uma coisa fácil. Não é simplesmente, como num jogo de amarelinha, pular da casa dos 29 para a dos 30 saltitantemente. Fazer 30 anos é sentir subitamente um deslumbramento. Fazer 30 anos é como ir à Europa pela primeira vez. Fazer 30 anos é como o mineiro vê pela primeira vez o mar.

Na verdade, fazer 30 anos não é para qualquer um. Fazer 30 anos é, de repente, descobrir-se no tempo. Antes, vive-se o espaço. Viver no espaço é mais fácil e deslizante. É mais corporal e objetivo. Pode-se patinar e esquiar amplamente.

Aos 30 já se aprendeu os limites da ilha, já se sabe de onde sopram os tufões e, como o náufrago que se salva, é hora de se autocartografar. Já se sabe que um tempo em nós destila, que no tempo nos deslocamos, que no tempo a gente se dilui e se dilema.

Fazer 30 anos é passar da reta à curva. Fazer 30 anos é passar da quantidade à qualidade. Fazer 30 anos é passar do espaço ao tempo. É quando se operam maravilhas como a de um cego em Jericó.

Fazer 30 anos é mais do que chegar ao primeiro grande patamar. É mais que poder olhar para trás.

Chegar aos 30 anos é hora de se abismar. Por isto é necessário ter asas, e sobre o abismo voar.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

A sombra do vento

Terminei de ler esse livro nas férias. Adorei! Tirei uns pensamentos interessantes de lá:

Poucas coisas marcam tanto um leitor como o primeiro livro que realmente abre caminho ao seu coração.

Um segredo vale o quanto valem aqueles dos quais temos de guardá-lo.

Uma das armadilhas da infância é que não é preciso se entender muita coisa para sentir. Quando a razão é capaz de entender o ocorrido, as feridas no coração já são profundas demais.

Presentes são dados pelo prazer de quem presenteia, não pelo mérito de quem recebe.

É fácil perder antipatia por quem é nosso inimigo quando deixa de se comportar como tal.

A mulher de verdade se ganha pouco a pouco. O coração da mulher é um labirinto de sutilezas que desafia a mente grosseira do homem trapaceiro. Para realmente possuir uma mulher, é preciso pensar como ela, e a primeira coisa a fazer é ganhar sua alma.

Nós existimos enquanto alguém se lembra de nós.

Na hora em que se pára para pensar se gosta de alguém, já se deixou de gostar da pessoa para sempre.

O casamento e a família são apenas o que nós fazemos deles.

Muitas vezes o que conta não é o que se dá, mas o que se cede.

Há poucas razões para se dizer a verdade, mas para mentir o número é infinito.

O destino costuma estar na curva de uma esquina. Como se fosse uma lingüiça, uma puta ou um vendedor de loteria: as três encarnações mais comuns. Mas uma coisa que ele não faz é visitas em domicílio. É preciso ir atrás dele.

Falar é para bobos; calar é para covardes; escutar é para sábios.

Não confie em quem confia em todo mundo.

A espera é a ferrugem da alma.

Existem pessoas de quem nos lembramos, e outras com quem sonhamos.

Quem ama de verdade, ama em silencio, com fatos, e não com palavras.

Não existem segundas oportunidades, exceto para o remorso.

O difícil não é simplesmente ganhar dinheiro. Difícil é ganhá-lo fazendo algo que valha a pena dedicar a vida.

A firmeza de espírito só existe naqueles que, antes tarde do que nunca, encontram um objetivo para suas vidas e o perseguem com a ferocidade causada pelo tempo desperdiçado em vão.

Mulheres escutam mais o coração e menos bobagens.

Os acasos são as cicatrizes do destino.

Não há acasos. Somos marionetes da nossa inconsciência.

As pessoas estão dispostas a acreditar em qualquer coisa antes de acreditar na verdade.

Um livro é um espelho e só podemos encontrar nele o que carregamos dentro de nós.

Fonte: A Sombra do Vento - Carlos Ruiz Zafon

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Pensamento.....


A pressa é inimiga perfeição.

Como nada é perfeito, então prefiro ter pressa.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Tá chegando.....


Ai, gente por que será que quando as férias estão chegando a gente fica com mais vontade que elas cheguem? Bom, eu sou uma AMANTE das férias!!!! Aproveito tudo, cada segundinho do merecido descanso.

E não importa se você viaja ou fica em casa. Cada um curte da sua forma. Tem coisa melhor do que ficar de perna para o ar, não importa se na rede, assistindo tv, ouvindo música, lendo, na praia, no campo, em casa, na casa de parente, etc...

FÉRIAS SÃO FÉRIAS!! Recarregam as baterias, trazem equilíbrio de novo!!! Acho que a gente gosta tanto das férias, pq nelas não TEMOS que fazer as coisas. Fazemos quando estamos com vontade, respeitando nosso relógio biológico: acordamos na hora que nosso corpo acorda (e não que o relógio desperta), dormimos quando estamos com sono (sem pensar no que fazer amanhã), comemos quando estamos com fome e não em quanto tempo teremos que fazer isso, etc....

As minhas estão chegando! Começam depois de amanhã e a programação já está pronta! É ISSO AÍ! Vou aproveitar até!!!

UHUUUUUU

sexta-feira, 20 de março de 2009

O que está lendo?

Bom, hoje escrevo para falar de mais um livro que acabei de terminar. Até agora foram 4 no ano. É pouco, queria mais. Mas, vamos que vamos.

Acabei de ler "O livreiro de Cabul". A autora passou um tempo convivendo com uma família na Afeganistão e conta as histórias de cada integrante. É interessante e fácil de ler. É como se tivéssemos passado um tempo lá também.

Admiro quem consegue transcrever suas experiências dessa forma. Acho importante compartilhar as coisas que aprendemos. Conviver com pessoas de uma cultura tão distante da nossa nos faz repensar muito. Valorizar mais muita coisa nossa e questionar outras.

É isso aí. Vamos para o próximo livro. Algúem dá dicas?

segunda-feira, 2 de março de 2009

Dentro do forno!

Adoro o calor, sou super adeptda ao verão, mas não precisa exagerar, né?! Aonde vamos parar? Agora já são meia-noite e estamos nuns 30 graus! E isso já tem alguns dias seguidos!

Isso não pode ser apenas aquecimento global, deve ser aquecimento universal! O homem deve ter devastado até a lua, porque não é possível!

É isso aí, o planeta respondendo ao que fizemos. E assim vamos continuando.... Logo chegarão as águas de março e se chover todo esse calor de volta, preparem-se para várias e várias enchentes....

E viva a natureza, que é mais forte que a gente!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Samba no pé e o pé na avenida!

O carnaval aqui no Brasil é isso aí, uma grande festa que toma suas diversas caras em cada lugar do país. E desfilar na escola de samba é uma emoção sem igual!


Eu já tinha assistido aos desfiles de São Paulo e do Rio na arquibancada, mas nunca tinha desfilado, até que nesta sexta-feira, na última hora, surgiu a oportunidade de sair numa escola aqui de Sampa, a X-9 Paulistana. E mais: o enredo era sobre a Amazônia!!!!


À meia-noite pegamos a fantasia e a escola saiu por volta das 5 da manhã. Foi muito bom, divertido e emocionante! Vale a pena!

Despedida Amazônica e conclusões (09/02)

No último dia em Manaus, fomos conhecer a sede da FAS (Fundação Amazonas Sustentável) e fomos recebidos de uma maneira especial, suco natural, palavras sobre como não tocamos na terra hoje em dia entre outras coisas. Cada um deu seu depoimento sobre o que achou da viagem e foi um momento de muita emoção, com direto a lágrimas e tudo mais. Lá, tivemos uma aula sobre o projeto, a importância das florestas, aquecimento global, etc.

Dali, almoçamos e voltamos para São Paulo.Voltei com muita coisa nova na bagagem. Experiências incríveis e uma nova visão sobre a nossa floresta. Que sim, é nossa! Ali, o contato com tudo o que é divino é muito forte. O contato com o natural é extremo: bichos soltos, floresta pura, a imensidão das águas, etc. Cada um na sua crença, tenho que certeza que todos fomos tocados fortemente, em algum momento.

Além disso, o grupo que viajava foi fantástico e não posso deixar de mencioná-los aqui.

O grupo staff junto comigo: Elka e Alysson. À vocês obrigada pelo carinho, pela amizade, pela força!

Os vencedores da viagem:



Renan e sua mãe Beth









Juliana e sua mãe Dinorá












Fabrícia e sua mãe Lúcia








Conceição e seu esposo Gilberto










Cleuza e seu esposo Nelson.

À vocês: Aprendi muito com cada um! Obrigada pela companhia, por terem formado um grupo tão bacana, e pelos momentos de alegria! É ISSO AÍ!

O Encontro das águas (08/02)

Neste dia, nos despedimos do hotel Ariau e pegamos uma lancha rumo a Manaus – hotel Tropical de onde sairia o barco para o passeio do encontro das águas.

Choveu muito, mas deu para ver a bela paisagem do encontro do Rio Negro com o Solimões, onde as águas não se misturam, devido às suas densidades e velocidades serem diferentes. É o poder da natureza falando mais alto, como tudo na Amazônia!

Almoçamos num restaurante flutuante e de lá fomos ver as belíssimas vitórias-régias. Elas são enormes e juntas formam uma paisagem linda e de um verde sem igual. É uma imagem que não se cansa de ver. Ali no meio delas, vimos dois jacarés. É lenda de que podemos andar sobre elas. Quando fechadas, essas plantas têm espinhos em volta, como proteção. Depois de abertas, os espinhos ficam virados para baixo da água, ainda como defesa.

De lá, pegamos uma canoa motorizada e passeamos pelos igarapés. Desta vez, pelas águas do Rio Solimões (Amazonas). Mais belas paisagens, junto a imagens da população local.

A noite acabou no jantar do Hotel Tropical, em Manaus.

O Lual (07/02 – noite)



A chuva não cessava, mas na hora certa ela resolveu nos ajudar e parar. A caminho, na canoa, um passeio lindo, navegar pelas águas do rio em plena noite!

O hotel ofereceu o jantar na praia de rio, em forma de um Lual, com fogueira, tochas, música ao vivo.

Na chegada, uma sopinha de peixe como recepção. A comida estava ótima e a garçonete Flavinha nos ensinou a dançar o boi (dança típica).

Foi a última noite no hotel e fechou com chave de ouro! Jantar com o pé na areia, ouvindo uma música típica, vendo a fogueira ali perto, não tem preço!

Nadando com os botos (07/02 – tarde)



Pegamos a canoa motorizada e seguimos sobre as águas do rio Negro para uma plataforma. Ali, descemos e nos equipamos com bóias para fazermos um dos passeios mais inesquecíveis: nadar com os botos.

Sim, eles são rosa! O mais impressionante é que são selvagens, mas dóceis. Ficam passando entre as pernas, pegam peixes da sua mão.

A emoção aqui é enorme! Estar junto de animais, dentro da água interagindo com você é algo surpreendente!!

Esta experiência não dá para transcrever, tem que viver!

Rumo à praia de rio (07/02 – manhã)

Neste dia fomos fazer uma caminhada pelo hotel Ariaú e conhecer seus pontos principais. Sim, somente os principais, pois o hotel todo tem uma extensão de 8000 hectares.

No alto da primeira torre construída, hospedou-se Bill Gates em sua visita à Amazônia. A vista é linda. Dali, é possível ver o hotel do alto e estar na altura acima das árvores.

Vimos algumas casas de Tarzan, que são construídas nas copas das árvores. São as acomodações mais caras do hotel, pois além de super exóticas, ficam bem isoladas. Uma dessas casas (e a melhor), leva o nome de Jacques Cousteau, que foi o idealizador do hotel. Ele, em sua visita à Amazonia, na década de 80 deu a ousada idéia ao atual dono do empreendimento. Cousteau morreu antes de tudo estar pronto, mas seu filho visita o hotel todo ano.

Há também uma pirâmide lá dentro, onde as pessoas podem meditar. E bem na frente dela, um oviniponto. É isso mesmo! O público do hotel abrange pessoas que acreditam que os e.t.s estão entre nós, então, há estrutura para tudo. Tem uma capela lá dentro também, mas não conseguimos conhecê-la.

Depois de muita caminhada, chegamos na praia de rio. É linda e diferente. As águas são escuras, pois são do rio Negro, parecem com a cor da coca-cola na parte rasa. Ali curtimos muito. Na praia de rio, não se cansa ficar na água, pois não tem sal.

Aproveitamos o máximo e só fomos embora porque já estava na hora do almoço e porque Deus mandou uma chuva.


Votamos a pé, debaixo daquela chuva forte! Que experiência fantástica! Não me lembro da última vez que tinha tomado chuva com vontade, uma chuva quente, limpa, que não te deixa com gripe depois. Enfim, uma chuva de lavar a alma!

Ao chegar no hotel, tomei um banho e depois do almoço teríamos mais um passeio. Mas, antes disso, o Dr. Ritta, dono do hotel ofereceu uma placa em homenagem ao nosso grupo, na parede das celebridades que já estiveram no hotel. O máximo! Nossos nomes estão lá gravados forever.....

Focagem de jacaré (06/02 noite)

Após o sol se pôr, continuamos o passeio na canoa motorizada em direção ao hotel. Paramos um minuto para ouvir o barulho da selva. Tudo é lindo. Luz do luar sobre as águas, o som da floresta. Sem palavras!

O objetivo agora era a focagem de jacaré. É isso mesmo! Com uma lanterna, o guia vai focando na beira do rio e os olhinhos dos jacarés se iluminam. Neste momento, precisamos ficam em silencio para não espantá-los. E de repente... Tchigum! O barqueiro mergulha em cima do jacaré o traz para dentro do barco. Ele é pequeno, mas segundo o guia Abdias, é ágil e feroz.

Abdias nos deu várias explicações sobre o animal e sobre as 3 espécies que existem naquela região. Nunca tinha visto um jacaré de tão perto! Foi possível acariciá-lo, sentir sua pele e olhar bem nos seus olhinhos!

Depois disso tudo, o bichinho é liberado para seu habitat natural, de volta às águas.

Ribeirinhos (06/02 tarde)

Depois do almoço, seguimos de canoa motorizada, para conhecer uma casa de ribeirinhos, os nativos que vivem na beira do rio. Vimos suas plantações no quintal da casa. Tudo natural, para subsistência.



Ali , no meio de tudo, chegamos numa plantilha que já conheci o nome, mas nunca tinha visto ao vivo: urucum. Ela tem umas bolinhas vermelhas por dentro que quando pressionadas, se transformam em tinta pura. É daí que saem as pinturas dos índios locais. E é claro que passei pela experiência!

Comemos uma tapioca feita por eles, ali na hora, com a mandioca plantada no quintal. Eles explicaram o processo de separação da goma e do óleo, como fazem a farinha, etc. Uma delícia! E um suco de cupuaçu direto da fruta para acompanhar.

Uma das meninas da casa, de 16 anos estava com o seu bebê (sim, ela já é mãe!). Mas, ali parece normal. As comunidades são formadas assim: os filhos casam-se e constroem a casa ao lado da casa dos pais e assim por diante. Ela conheceu seu marido numa festa. Eles tem escola, que também fica na beira do rio. Tudo é na beira do rio, pois o meio de transporte deles é a canoa. É como vão trabalhar, etc.
Após muito aprendizado, tiramos uma foto de todo o grupo com aquela comunidade.

A lição neste passeio é enorme. Não pensem ao olhar as fotos que os ribeirinhos vivem na miséria. Quem vive na miséria são os nossos favelados das cidades grandes. Os ribeirinhos vivem com pouco perto do que temos. Eles não têm energia elétrica, comem o que plantam, conhecem-se entre si e o mundo acaba do outro lado do rio. Mas, são felizes. Vivem bem e suas doenças são muito diferentes das nossas: tem problemas com picadas de animais, mosquitos, etc. Mas não tem Aids, câncer, infarto por stress, doenças respiratórias, depressão, etc.. Vivem até mais de 90 anos e a pele envelhece apenas por causa do sol. Há um projeto do governo levando energia elétrica para essas pessoas. Alguns defendem que isso é um absurdo, pois vai fazer com que a cultura dessas pessoas se perca, afinal junto da energia elétrica chega televisão, rádio, máquinas, etc. Outros, defendem que isso é um direito de todo cidadão, e que pode trazer muitos benefícios como o uso da geladeira, que pode armazenar alimentos e vacinas para a população. Enfim, uma discussão imensa, que como sempre, tem seus dois lados. Eu vi algumas árvores derrubadas para poder passar a energia elétrica. É de chorar. E também vi como a cultura desse povo é preservada. Tenho minhas dúvidas se eles realmente precisam desse recurso.

E apreciamos o sol se por numa bela vista. As nuvens atrapalharam um pouquinho, mas não impediram a beleza local.



Pegamos a canoa de volta e o dia ainda não tinha acabado, não. Próxima novidade: focagem de jacaré!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

A selva (06/02 pela manhã)


Neste dia despertamos às 05h da manhã e fomos ver o nascer do sol. As nuvens atrapalharam um pouco, mas conseguimos ver o dia clarear. O sol chegando ou indo traz sempre paisagens lindas. E fico pensando que deixamos de reparar nestas coisas simples e naturais.

Depois disso, café da manhã (sem comentários, de tão bom!) e vamos conhecer a selva amazônica!

Entramos numa canoa motorizada e a paisagem já é fora do comum. O passeio é pelas águas do Rio Negro, então, assim como já tinha visto no primeiro dia, reflete tudo. Só que agora mais de perto. Mais lindo! Nas margens: casas de nativos, vegetação, canoas, pássaros. Nesta época do ano não é cheia total nem seca total. Quando o rio sobe mais, suas águas passam das copas das árvores, mas nesta época, navegamos na altura delas. Então, alguns momentos, uma vegetação era bem fechada.

Chegamos na selva. Aqui, quando estamos no meio da floresta, a temperatura fica mais fresca. Lá não. Fica mais quente, mais abafado. Até porque estamos de calça, meia, tênis e camiseta. Tudo para evitar a picada dos insetos. Caminhamos na região alagada, ou seja, aquela que na época de cheia, é atingida pela água. Então, seu solo é úmido, parecido com barro. Eu tinha achado que já tinha feito trilha fechada, mas lá onde estávamos não existia trilha. Isso mesmo, não tinha caminho aberto. Era no meio das árvores e plantas mesmo.

Aqui, nosso guia Abdias nos ensinou várias coisas. Militar do Exército e especialista em treinamento na floresta, morou alguns meses dentro dela. A cada novidade, percebia que nada sei.

Vimos a árvore da castanha do pará (que lá é chamada de castanha do Brasil), comemos essa fruta ao natural. Não tem comparação o sabor! Passamos por plantas diversas, como a que faz o remédio vick vaporub (o cheiro é idêntico e descongestiona tudo mesmo), outra que cura micose, a seringueira, palmeira que vira folhas, etc.

E o cipó! Você sabia que se pode beber água de certos tipos de cipó? Pois é, e água é ótima! Provei e vale a pena!

Teve gente que até comeu a larva da onde sai o vaga-lume. Segundo o guia, é super nutritivo e três daquelas equivale a um bife em proteínas! Uau!

Foi 1h30 de passeio. Deu para aprender bastante coisa da floresta.

Na volta, mais um passeio pelas águas do Rio Negro até chegar de volta ao hotel, onde um bom banho foi a solução para o calorão!