terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Samba no pé e o pé na avenida!

O carnaval aqui no Brasil é isso aí, uma grande festa que toma suas diversas caras em cada lugar do país. E desfilar na escola de samba é uma emoção sem igual!


Eu já tinha assistido aos desfiles de São Paulo e do Rio na arquibancada, mas nunca tinha desfilado, até que nesta sexta-feira, na última hora, surgiu a oportunidade de sair numa escola aqui de Sampa, a X-9 Paulistana. E mais: o enredo era sobre a Amazônia!!!!


À meia-noite pegamos a fantasia e a escola saiu por volta das 5 da manhã. Foi muito bom, divertido e emocionante! Vale a pena!

Despedida Amazônica e conclusões (09/02)

No último dia em Manaus, fomos conhecer a sede da FAS (Fundação Amazonas Sustentável) e fomos recebidos de uma maneira especial, suco natural, palavras sobre como não tocamos na terra hoje em dia entre outras coisas. Cada um deu seu depoimento sobre o que achou da viagem e foi um momento de muita emoção, com direto a lágrimas e tudo mais. Lá, tivemos uma aula sobre o projeto, a importância das florestas, aquecimento global, etc.

Dali, almoçamos e voltamos para São Paulo.Voltei com muita coisa nova na bagagem. Experiências incríveis e uma nova visão sobre a nossa floresta. Que sim, é nossa! Ali, o contato com tudo o que é divino é muito forte. O contato com o natural é extremo: bichos soltos, floresta pura, a imensidão das águas, etc. Cada um na sua crença, tenho que certeza que todos fomos tocados fortemente, em algum momento.

Além disso, o grupo que viajava foi fantástico e não posso deixar de mencioná-los aqui.

O grupo staff junto comigo: Elka e Alysson. À vocês obrigada pelo carinho, pela amizade, pela força!

Os vencedores da viagem:



Renan e sua mãe Beth









Juliana e sua mãe Dinorá












Fabrícia e sua mãe Lúcia








Conceição e seu esposo Gilberto










Cleuza e seu esposo Nelson.

À vocês: Aprendi muito com cada um! Obrigada pela companhia, por terem formado um grupo tão bacana, e pelos momentos de alegria! É ISSO AÍ!

O Encontro das águas (08/02)

Neste dia, nos despedimos do hotel Ariau e pegamos uma lancha rumo a Manaus – hotel Tropical de onde sairia o barco para o passeio do encontro das águas.

Choveu muito, mas deu para ver a bela paisagem do encontro do Rio Negro com o Solimões, onde as águas não se misturam, devido às suas densidades e velocidades serem diferentes. É o poder da natureza falando mais alto, como tudo na Amazônia!

Almoçamos num restaurante flutuante e de lá fomos ver as belíssimas vitórias-régias. Elas são enormes e juntas formam uma paisagem linda e de um verde sem igual. É uma imagem que não se cansa de ver. Ali no meio delas, vimos dois jacarés. É lenda de que podemos andar sobre elas. Quando fechadas, essas plantas têm espinhos em volta, como proteção. Depois de abertas, os espinhos ficam virados para baixo da água, ainda como defesa.

De lá, pegamos uma canoa motorizada e passeamos pelos igarapés. Desta vez, pelas águas do Rio Solimões (Amazonas). Mais belas paisagens, junto a imagens da população local.

A noite acabou no jantar do Hotel Tropical, em Manaus.

O Lual (07/02 – noite)



A chuva não cessava, mas na hora certa ela resolveu nos ajudar e parar. A caminho, na canoa, um passeio lindo, navegar pelas águas do rio em plena noite!

O hotel ofereceu o jantar na praia de rio, em forma de um Lual, com fogueira, tochas, música ao vivo.

Na chegada, uma sopinha de peixe como recepção. A comida estava ótima e a garçonete Flavinha nos ensinou a dançar o boi (dança típica).

Foi a última noite no hotel e fechou com chave de ouro! Jantar com o pé na areia, ouvindo uma música típica, vendo a fogueira ali perto, não tem preço!

Nadando com os botos (07/02 – tarde)



Pegamos a canoa motorizada e seguimos sobre as águas do rio Negro para uma plataforma. Ali, descemos e nos equipamos com bóias para fazermos um dos passeios mais inesquecíveis: nadar com os botos.

Sim, eles são rosa! O mais impressionante é que são selvagens, mas dóceis. Ficam passando entre as pernas, pegam peixes da sua mão.

A emoção aqui é enorme! Estar junto de animais, dentro da água interagindo com você é algo surpreendente!!

Esta experiência não dá para transcrever, tem que viver!

Rumo à praia de rio (07/02 – manhã)

Neste dia fomos fazer uma caminhada pelo hotel Ariaú e conhecer seus pontos principais. Sim, somente os principais, pois o hotel todo tem uma extensão de 8000 hectares.

No alto da primeira torre construída, hospedou-se Bill Gates em sua visita à Amazônia. A vista é linda. Dali, é possível ver o hotel do alto e estar na altura acima das árvores.

Vimos algumas casas de Tarzan, que são construídas nas copas das árvores. São as acomodações mais caras do hotel, pois além de super exóticas, ficam bem isoladas. Uma dessas casas (e a melhor), leva o nome de Jacques Cousteau, que foi o idealizador do hotel. Ele, em sua visita à Amazonia, na década de 80 deu a ousada idéia ao atual dono do empreendimento. Cousteau morreu antes de tudo estar pronto, mas seu filho visita o hotel todo ano.

Há também uma pirâmide lá dentro, onde as pessoas podem meditar. E bem na frente dela, um oviniponto. É isso mesmo! O público do hotel abrange pessoas que acreditam que os e.t.s estão entre nós, então, há estrutura para tudo. Tem uma capela lá dentro também, mas não conseguimos conhecê-la.

Depois de muita caminhada, chegamos na praia de rio. É linda e diferente. As águas são escuras, pois são do rio Negro, parecem com a cor da coca-cola na parte rasa. Ali curtimos muito. Na praia de rio, não se cansa ficar na água, pois não tem sal.

Aproveitamos o máximo e só fomos embora porque já estava na hora do almoço e porque Deus mandou uma chuva.


Votamos a pé, debaixo daquela chuva forte! Que experiência fantástica! Não me lembro da última vez que tinha tomado chuva com vontade, uma chuva quente, limpa, que não te deixa com gripe depois. Enfim, uma chuva de lavar a alma!

Ao chegar no hotel, tomei um banho e depois do almoço teríamos mais um passeio. Mas, antes disso, o Dr. Ritta, dono do hotel ofereceu uma placa em homenagem ao nosso grupo, na parede das celebridades que já estiveram no hotel. O máximo! Nossos nomes estão lá gravados forever.....

Focagem de jacaré (06/02 noite)

Após o sol se pôr, continuamos o passeio na canoa motorizada em direção ao hotel. Paramos um minuto para ouvir o barulho da selva. Tudo é lindo. Luz do luar sobre as águas, o som da floresta. Sem palavras!

O objetivo agora era a focagem de jacaré. É isso mesmo! Com uma lanterna, o guia vai focando na beira do rio e os olhinhos dos jacarés se iluminam. Neste momento, precisamos ficam em silencio para não espantá-los. E de repente... Tchigum! O barqueiro mergulha em cima do jacaré o traz para dentro do barco. Ele é pequeno, mas segundo o guia Abdias, é ágil e feroz.

Abdias nos deu várias explicações sobre o animal e sobre as 3 espécies que existem naquela região. Nunca tinha visto um jacaré de tão perto! Foi possível acariciá-lo, sentir sua pele e olhar bem nos seus olhinhos!

Depois disso tudo, o bichinho é liberado para seu habitat natural, de volta às águas.

Ribeirinhos (06/02 tarde)

Depois do almoço, seguimos de canoa motorizada, para conhecer uma casa de ribeirinhos, os nativos que vivem na beira do rio. Vimos suas plantações no quintal da casa. Tudo natural, para subsistência.



Ali , no meio de tudo, chegamos numa plantilha que já conheci o nome, mas nunca tinha visto ao vivo: urucum. Ela tem umas bolinhas vermelhas por dentro que quando pressionadas, se transformam em tinta pura. É daí que saem as pinturas dos índios locais. E é claro que passei pela experiência!

Comemos uma tapioca feita por eles, ali na hora, com a mandioca plantada no quintal. Eles explicaram o processo de separação da goma e do óleo, como fazem a farinha, etc. Uma delícia! E um suco de cupuaçu direto da fruta para acompanhar.

Uma das meninas da casa, de 16 anos estava com o seu bebê (sim, ela já é mãe!). Mas, ali parece normal. As comunidades são formadas assim: os filhos casam-se e constroem a casa ao lado da casa dos pais e assim por diante. Ela conheceu seu marido numa festa. Eles tem escola, que também fica na beira do rio. Tudo é na beira do rio, pois o meio de transporte deles é a canoa. É como vão trabalhar, etc.
Após muito aprendizado, tiramos uma foto de todo o grupo com aquela comunidade.

A lição neste passeio é enorme. Não pensem ao olhar as fotos que os ribeirinhos vivem na miséria. Quem vive na miséria são os nossos favelados das cidades grandes. Os ribeirinhos vivem com pouco perto do que temos. Eles não têm energia elétrica, comem o que plantam, conhecem-se entre si e o mundo acaba do outro lado do rio. Mas, são felizes. Vivem bem e suas doenças são muito diferentes das nossas: tem problemas com picadas de animais, mosquitos, etc. Mas não tem Aids, câncer, infarto por stress, doenças respiratórias, depressão, etc.. Vivem até mais de 90 anos e a pele envelhece apenas por causa do sol. Há um projeto do governo levando energia elétrica para essas pessoas. Alguns defendem que isso é um absurdo, pois vai fazer com que a cultura dessas pessoas se perca, afinal junto da energia elétrica chega televisão, rádio, máquinas, etc. Outros, defendem que isso é um direito de todo cidadão, e que pode trazer muitos benefícios como o uso da geladeira, que pode armazenar alimentos e vacinas para a população. Enfim, uma discussão imensa, que como sempre, tem seus dois lados. Eu vi algumas árvores derrubadas para poder passar a energia elétrica. É de chorar. E também vi como a cultura desse povo é preservada. Tenho minhas dúvidas se eles realmente precisam desse recurso.

E apreciamos o sol se por numa bela vista. As nuvens atrapalharam um pouquinho, mas não impediram a beleza local.



Pegamos a canoa de volta e o dia ainda não tinha acabado, não. Próxima novidade: focagem de jacaré!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

A selva (06/02 pela manhã)


Neste dia despertamos às 05h da manhã e fomos ver o nascer do sol. As nuvens atrapalharam um pouco, mas conseguimos ver o dia clarear. O sol chegando ou indo traz sempre paisagens lindas. E fico pensando que deixamos de reparar nestas coisas simples e naturais.

Depois disso, café da manhã (sem comentários, de tão bom!) e vamos conhecer a selva amazônica!

Entramos numa canoa motorizada e a paisagem já é fora do comum. O passeio é pelas águas do Rio Negro, então, assim como já tinha visto no primeiro dia, reflete tudo. Só que agora mais de perto. Mais lindo! Nas margens: casas de nativos, vegetação, canoas, pássaros. Nesta época do ano não é cheia total nem seca total. Quando o rio sobe mais, suas águas passam das copas das árvores, mas nesta época, navegamos na altura delas. Então, alguns momentos, uma vegetação era bem fechada.

Chegamos na selva. Aqui, quando estamos no meio da floresta, a temperatura fica mais fresca. Lá não. Fica mais quente, mais abafado. Até porque estamos de calça, meia, tênis e camiseta. Tudo para evitar a picada dos insetos. Caminhamos na região alagada, ou seja, aquela que na época de cheia, é atingida pela água. Então, seu solo é úmido, parecido com barro. Eu tinha achado que já tinha feito trilha fechada, mas lá onde estávamos não existia trilha. Isso mesmo, não tinha caminho aberto. Era no meio das árvores e plantas mesmo.

Aqui, nosso guia Abdias nos ensinou várias coisas. Militar do Exército e especialista em treinamento na floresta, morou alguns meses dentro dela. A cada novidade, percebia que nada sei.

Vimos a árvore da castanha do pará (que lá é chamada de castanha do Brasil), comemos essa fruta ao natural. Não tem comparação o sabor! Passamos por plantas diversas, como a que faz o remédio vick vaporub (o cheiro é idêntico e descongestiona tudo mesmo), outra que cura micose, a seringueira, palmeira que vira folhas, etc.

E o cipó! Você sabia que se pode beber água de certos tipos de cipó? Pois é, e água é ótima! Provei e vale a pena!

Teve gente que até comeu a larva da onde sai o vaga-lume. Segundo o guia, é super nutritivo e três daquelas equivale a um bife em proteínas! Uau!

Foi 1h30 de passeio. Deu para aprender bastante coisa da floresta.

Na volta, mais um passeio pelas águas do Rio Negro até chegar de volta ao hotel, onde um bom banho foi a solução para o calorão!

A primeira impressão Amazônica (05/02)


A chegada em Manaus já causa aquela sensação de que estamos em outro lugar, e muito diferente. O clima é quente e úmido. Pesado, para quem está acostumado com clima daqui.

De lá, pegamos um barco rumo ao Hotel Ariaú. São duas horas aproximadamente de navegação pelas águas do Rio Negro. Nunca pensei que fosse achar águas escuras bonitas. Sou daquelas que se encantam com lindas águas cristalinas de cachoeiras e praias de areias brancas. Mas, o Rio Negro é surpreendente. Suas águas são escuras e limpas. E sua escuridão reflete o céu e a vegetação ao seu redor. A paisagem que se forma é maravilhosa!

No caminho conhecemos o nosso guia local: Abdias. Um cara nativo, ribeirinho (calma que já vou explicar o que é isso) que começou a nos dar uma aula sobre o rio, sobre a Amazônia e sobre os nativos. Adoro conhecer outras culturas. E assim foi durante toda a viagem. Aprendi muito com esse guia, um nativo, que poucas vezes saiu dali.

Os ribeirinhos são o povo que mora naquela região, na beira dos rios. Que se alimenta com o que planta e que tem a canoa como meio de transporte. Não são os índios, suas tradições são diferentes. Eles moram em casas tipo palafitas, ou as vezes até em casas flutuantes, nas regiões alagadas. Essas regiões são aquelas que são atingidas com a cheia do rio. Vou mostrar mais sobre isso nos próximos posts.

Chegamos no hotel. A primeira impressão, para mim, foi fantástica. Ele é rústico e realmente, no meio da selva, na beira do rio. Pensei: “Quem teve a audácia de construir uma coisa assim?”. A recepção foi maravilhosa! Musica local, ao vivo, e uma mulher vestida de índia entregando um colar a cada um. Frutas e sucos típicos à vontade, quitutes, salgados, etc. E macacos. Muitos. Eles são selvagens, mas dóceis. Ficam ao nosso lado e às vezes roubam mesmo a comida da tua mão! Eles ficam soltos pelo hotel e nos acompanham durante todo o tempo. As araras também. Ficam soltas e pode-se dar castanhas para elas.

Após a linda recepção, fomos conhecer o quarto. Torre 8, a mais recente. São mais de 10 quartos por andar. Ao entrar na torre, um aviso na placa: “Atenção, tire os sapatos ao entrar no quarto. Você está num hotel de madeira.” Sim, dá para ouvir o vizinho de cima caminhando e o de baixo conversando. O quarto é simples, rústico, mas super confortável. Tem ar condicionado, cama ótima, chuveiro quente (com a chave dentro do Box, pois sempre cai.. mas é uma delícia) e uma sacada de frente para o rio. A vista é linda!

Com o calor daquele, a saída foi cair direto na piscina. E os macaquinhos do lado!

Primeiro jantar: surpreendente! Comida fantástica, bem feita, natural, e para todos os gostos. Suco natural, frutas locais e doces na sobremesa!

Fui dormir cedo, cansada da viagem, confusa com a diferença de fuso (2h a menos), mas encantada. No dia seguinte acordaríamos às 5h da manhã para nascer do sol!

Atualizando......

Estou sumida, mas não é mau humor, nem preguiça de escrever. É só uma questão de logística e teconologia. Mudei de casa, então, além de estar entre as caixas, ainda estou sem internet. Então, vou atualizando aos poucos.

A seguir vou descrever sobre uma viagem maravilhosa que fiz recentemente.
Destino: Amazônia

Confiram impressões e fotos!