
A chegada em Manaus já causa aquela sensação de que estamos em outro lugar, e muito diferente. O clima é quente e úmido. Pesado, para quem está acostumado com clima daqui.
De lá, pegamos um barco rumo ao Hotel Ariaú. São duas horas aproximadamente de navegação pelas águas do Rio Negro. Nunca pensei que fosse achar águas escuras bonitas. Sou daquelas que se encantam com lindas águas cristalinas de cachoeiras e praias de areias brancas. Mas, o Rio Negro é surpreendente. Suas águas são escuras e limpas. E sua escuridão reflete o céu e a vegetação ao seu redor. A paisagem que se forma é maravilhosa!
No caminho conhecemos o nosso guia local: Abdias. Um cara nativo, ribeirinho (calma que já vou explicar o que é isso) que começou a nos dar uma aula sobre o rio, sobre a Amazônia e sobre os nativos. Adoro conhecer outras culturas. E assim foi durante toda a viagem. Aprendi muito com esse guia, um nativo, que poucas vezes saiu dali.
Os ribeirinhos são o povo que mora naquela região, na beira dos rios. Que se alimenta com o que planta e que tem a canoa como meio de transporte. Não são os índios, suas tradições são diferentes. Eles moram em casas tipo palafitas, ou as vezes até em casas flutuantes, nas regiões alagadas. Essas regiões são aquelas que são atingidas com a cheia do rio. Vou mostrar mais sobre isso nos próximos posts.


Chegamos no hotel. A primeira impressão, para mim, foi fantástica. Ele é rústico e realmente, no meio da selva, na beira do rio. Pensei: “Quem teve a audácia de construir uma coisa assim?”. A recepção foi maravilhosa! Musica local, ao vivo, e uma mulher vestida de índia entregando um colar a cada um. Frutas e sucos típicos à vontade, quitutes, salgados, etc. E macacos. Muitos. Eles são selvagens, mas dóceis. Ficam ao nosso lado e às vezes roubam mesmo a comida da tua mão!

Eles ficam soltos pelo hotel e nos acompanham durante todo o tempo. As araras também. Ficam soltas e pode-se dar castanhas para elas.
Após a linda recepção, fomos conhecer o quarto. Torre 8, a mais recente. São mais de 10 quartos por andar. Ao entrar na torre, um aviso na placa: “Atenção, tire os sapatos ao entrar no quarto. Você está num hotel de madeira.” Sim, dá para ouvir o vizinho de cima caminhando e o de baixo conversando. O quarto é simples, rústico, mas super confortável. Tem ar condicionado, cama ótima, chuveiro quente (com a chave dentro do Box, pois sempre cai.. mas é uma delícia) e uma sacada de frente para o rio. A vista é linda!
Com o calor daquele, a saída foi cair direto na piscina. E os macaquinhos do lado!

Primeiro jantar: surpreendente! Comida fantástica, bem feita, natural, e para todos os gostos. Suco natural, frutas locais e doces na sobremesa!
Fui dormir cedo, cansada da viagem, confusa com a diferença de fuso (2h a menos), mas encantada. No dia seguinte acordaríamos às 5h da manhã para nascer do sol!